sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A guerra com os aplicativos e o malabarismo do táxi em Guarujá

Por: Kauany Oliveira. 

 (Foto fornecida pelo presidente da empresa, Márcio, á esquerda da foto)
“Temos que nos readequar, isso é fato, se não a conta não fecha”. Foi assim que o presidente da rádio táxi Guarujá, Márcio Permilton, de 44 anos,  justificou as soluções que estão sendo tomadas para diminuir a pressão que está sobre a cooperativa desde a ascensão dos aplicativos de viagem, como a Uber, que causaram uma queda de 40% no desempenho das atividades da empresa.
Após o crescimento dos utilitários de transporte e a queda do desempenho do táxi, a empresa está tentando correr atrás do prejuízo. Descontos que antes não existiam, maior uso das redes sociais para divulgação e até a criação do próprio aplicativo, estão na lista de possíveis meios de recuperação da organização.
Questionado sobre quais soluções a empresa está tomando para manter os passageiros fiéis e não perdê-los, Márcio disse que têm conversado com os associados e os convenceu que os clientes são o bem mais valioso da empresa, porém sobre fidelizar disse que é mais difícil já que se trata de valores econômicos.
Segundo Permilton, alguns associados e auxiliares se debandaram para os aplicativos, mas mesmo assim a empresa não acredita que pode acabar, já que é uma organização que existe desde 1996 e tem uma ótima estrutura.
O presidente da empresa diz que as pessoas deveriam continuar utilizando táxi invés de aplicativos de transporte pois pode-se contar com confiança, transparência e segurança – já que é preciso passar por uma série de requisitos para se tornar taxista – e além disso, muitos motoristas viram amigos dos passageiros, fazendo possíveis problemas serem resolvidos pelo contato de livre acesso.
A Uber, que é um aplicativo de transporte dos mais utilizados, chegou ao Brasil pela primeira vez em 2014 e à baixada santista em fevereiro de 2016, mas foi oficializado na região apenas em Agosto do mesmo ano.
Desde que chegaram ao Brasil, utilitários desse tipo dividem opiniões, e após uma briga com os taxistas, foi criado o PLC 28/2017, que determina a regulamentação  do serviço privado e individual de passageiros, trazendo normas que ainda hoje não são obrigatórias, como exemplo a efetiva cobrança dos tributos municipais, utilização de apenas carros próprios e possuir carteira de habilitação em categoria B ou superior com a informação que exerce atividade remunerada. Após passar pelo senado,o projeto de lei voltou à câmara com a retirada de algumas exigências e deverá ser analisado novamente.

   (Foto da internet: motoristas de aplicativos protestando contra o PLC 28/2017)


“Temos que 


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